Horizonte da ilha ao entardecer com mar e silhueta urbana
Edição da semana

A ilha que a gente mora — e que o resto do país ainda está descobrindo

Startups no Beira-Mar, fila na Joaquina, aula na UFSC e debate sobre dunas: o Ilha em Foco traduz o ritmo de quem vive aqui sem filtro de cartão-postal.

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Por que uma mídia jovem sobre a ilha

Florianópolis aparece muito em ranking de qualidade de vida e pouco em cobertura que escuta quem tem vinte e poucos anos, paga aluguel caro e divide o dia entre aula, freela e uma cerveja na Lagoa.

O Ilha em Foco nasceu desse vácuo. Não somos guia turístico nem portal institucional: somos um veículo editorial que mistura reportagem, opinião fundamentada e linguagem direta. Cobrimos o que move a ilha hoje — ecossistema de tecnologia, cultura de praia, vida universitária, noite e pressões ambientais — com o mesmo peso que veículos nacionais dão a São Paulo ou ao Rio.

Nossa equipe é pequena e local. Preferimos ir a campo, ouvir fontes em cafés do Centro e coworkings do Itacorubi, e publicar textos que resistem à leitura rápida de feed. Cada matéria passa por revisão editorial independente; não aceitamos pauta paga disfarçada de conteúdo.

O que a gente cobre

Startups na ilha Surf e lazer Universidade Vida noturna Meio ambiente costeiro

O eixo startups na ilha acompanha fundadores, investidores anjo e políticas de inovação que transformaram o corredor Beira-Mar Norte em referência no Sul. Não repetimos releases: investigamos quem de fato fica na cidade depois do primeiro round e quem vai embora por falta de talento ou custo de vida.

Em surf e lazer, tratamos praia como cultura, não só cenário. Falamos de acesso, segurança, gentrificação de bairros litorâneos e da economia informal que sustenta quem trabalha com turismo de experiência. A universidade — especialmente a UFSC e o IFSC — aparece nas pautas de pesquisa aplicada, moradia estudantil e o que os cursos produzem para o mercado local.

A vida noturna entra quando há história: fechamento de casas icônicas, novos espaços inclusivos, barreiras para artistas independentes. E o meio ambiente costeiro é transversal: dunas da Joaquina, manguezais do Sul da ilha e debates sobre obras que alteram o perfil da orla não ficam restritos a uma editoria — atravessam tudo o que publicamos.

Na agenda desta semana

Além dos três destaques no topo, estamos acompanhando a temporada de swell no Leste, rodadas de captação em hubs de hardware e a tramitação de projetos que afetam restingas no Campeche. Na universidade, a pauta é a ocupação de moradias estudantis e o impacto de novos cursos de tecnologia no mercado de estágio.

Se você mora na ilha e tem uma história que não aparece nos grandes portais, escreva para [email protected]. Levantamos pauta com leitores — sem prometer publicação automática, mas com resposta em até cinco dias úteis.

Universidade e a ponte com a cidade

A UFSC e o IFSC não aparecem nas nossas matérias como panfleto de vestibular. Acompanhamos o que acontece quando pesquisa vira produto, quando falta moradia para quem passou no ENEM e quando um laboratório de engenharia resolve — ou não — um problema real do continente. Em 2026, a expansão de cursos ligados a dados e energia renovável gerou debate sobre vagas, corpo docente e empregabilidade.

Estudantes organizam coletivos de moradia, ocupam espaços e pressionam por transporte noturno. Cobrimos essas movimentações com a mesma seriedade das rodadas de investimento no Beira-Mar, porque a universidade é o maior exportador de talento da ilha — e o maior gerador de tensão quando o mercado não absorve quem se forma.

Vida noturna sem filtro Instagram

A Lagoa da Conceição ainda concentra boa parte da noite, mas o mapa se espalhou: bairros no continente recuperam casas de show, microcervejarias testam programação ao vivo e festas itinerantes ocupam galpões vazios. O custo do som, da segurança e do aluguel comercial define o que sobrevive — não só o gosto do público.

Quando um espaço fecha depois de uma década, perde-se mais que diversão: perde-se memória coletiva e renda para músicos, técnicos e produtores locais. Por isso tratamos vida noturna como economia criativa e política urbana, não como coluna de celebridades.

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